Literatura Brasileira

João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto (1920-1999) foi um grande nome da poesia modernista da Geração de 45. Seu legado pode ser dividido em três partes: ele desmitificou a poesia como fruto da inspiração e do sentimento, fazendo versos secos, severamente controlados em seus efeitos; retratou o cenário inóspito do Nordeste brasileiro, provando que a dureza de sua poesia não era apenas uma questão de gosto; e criou uma poesia “participativa”, que buscava a comunicação com o público, daí ter aproximado o verso da narrativa.

Morte e Vida Severina, seu texto mais conhecido, é um Auto (peça de origem medieval e popular), no caso, um Auto de Natal, que revela duas características da obra do autor: o rigor formal e o engajamento social. O rigor se estabelece com a métrica, a rima e o ritmo marcados do poema. O engajamento social manifesta-se na denúncia da vida sofrida do sertanejo pobre. O poema acompanha a saga de Severino, personagem-símbolo de uma população marginalizada e faminta, no caminho até a cidade. Severino encontrará cenas de miséria pelo caminho, mas terminará sua trajetória diante de um nascimento, como uma ponta de esperança na justiça da vida.

ABERTURA

FUNERAL DE UM LAVRADOR

PARTE FINAL

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