Perca é uma forma verbal.
Ex.: Tomara que ele não perca a cabeça. (Verbo perder)
Perda é um substantivo.
Ex.: Ela sofreu uma grande perda. (Substantivo)
Perca é uma forma verbal.
Ex.: Tomara que ele não perca a cabeça. (Verbo perder)
Perda é um substantivo.
Ex.: Ela sofreu uma grande perda. (Substantivo)
Mas – é uma conjunção adversativa que transmite a ideia de oposição. A vírgula antecede obrigatoriamente uma conjunção adversativa.
Exemplo: Gostei do carro, mas não posso pagar por ele.
Outros exemplos de conjunções adversativas: porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, senão, não obstante, apesar disso, ao passo que, em todo caso.
Chegou atrasado, porém conseguiu fazer a prova.
Conseguiu reaver o carro, contudo ele estava danificado.
Lancharam, todavia sentiam vontade de comer mais.
O vestido lhe coube, entretanto deixou a compra para o final do mês.
Todos podem consultar o caderno, no entanto a prova é individual.
Cheguem cedo, senão o jantar acaba.
Nada foi feito, não obstante todos os pedidos.
Ganhava um bom salário, apesar disso não estava feliz.
Esta rua é bem iluminada, ao passo que aquela é quase sem iluminação.
Ele não era estudioso, em todo caso estudava um pouco antes das provas.
Mais – é um advérbio de intensidade que transmite a ideia de quantidade, soma ou comparação.
Exemplos: Quanto mais ele possuía, mais ele queria. Ela sempre foi a mais inteligente da classe.
Más – é o plural de má.
Exemplo: Infelizmente, eu conheci muitas pessoas más.
ATENÇÃO:
O “E“, conjunção aditiva, pode eventualmente exercer a função de conjunção adversativa, quando expressa uma relação de oposição ou contraste entre as orações. Essa é uma pegadinha recorrente em concursos públicos.
Exemplo: Ela queria sair, e estava chovendo. (Ela queria sair, mas estava chovendo.)
Leituras importantes para quem quer fazer uma boa redação no Enem:
Competências exigidas para a redação do Enem
O que dá nota zero na redação do Enem
O que é cobrado na redação do Enem
A Academia Brasileira de Letras lança a nova edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), disponível exclusivamente na versão on-line no site da ABL e pelo aplicativo oficial.
Esta 6.ª edição conta com 382 mil entradas, mil palavras novas, incluindo estrangeirismos, além de correções e informações complementares nos verbetes, como acréscimos de ortoépia, diversas possibilidades de plural e, apenas em alguns casos, para desfazer dúvidas e ambiguidades, a indicação de homonímia, paronímia e significado.
Desde a publicação da 5.ª edição do Volp, em 2009, a equipe de Lexicologia e Lexicografia da Academia Brasileira de Letras vem reunindo novos vocábulos colhidos em textos literários, científicos e jornalísticos ou recebidos como sugestão por consulentes do Volp. Pouco mais de uma década depois, com o grande volume de palavras que passaram a fazer parte do cotidiano da língua e a necessidade de corrigir algumas falhas tipográficas e inserir informações adicionais, a equipe – orientada pelo Acadêmico Prof. Evanildo Bechara, presidente da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL – viu-se no dever de atualizar a obra para oferecer ao público uma edição aumentada em seu universo lexical e em dia com a evolução da língua, refletindo as mudanças da nossa sociedade.
Muitos acréscimos estão relacionados aos novos termos originados do desenvolvimento científico e tecnológico, às palavras surgidas no contexto da pandemia do novo coronavírus, ao registro mais abrangente de nomes de povos indígenas, língua e família linguística, assim como termos técnicos das diversas áreas do conhecimento e novos vocábulos de uso comum, muito divulgados na mídia impressa e em textos acadêmicos, sempre de acordo com os critérios de formação de palavras da língua-padrão.
Podemos citar a inclusão das entradas telemedicina, teleinterconsulta, laudar, biopsiar, bucomaxilofacial, ciberataque, cibersegurança, aporofobia, gerontofobia, feminicídio, sororidade, decolonialidade, notícia-crime, judicialização, infodemia, covid-19, pós-verdade, negacionismo, necropolítica, homoparental, gentrificação, ciclofaixa, mocumentário, docussérie, entre muitas outras. Em relação aos estrangeirismos, tivemos o registro de botox, bullying, compliance, coworking, crossfit, delay, home office, live-action, lockdown, podcast, emoji, parkour, jihad, chimichurri, entre outros.
A Academia Brasileira de Letras reafirma seu compromisso de cultivo da língua portuguesa na vigência da realidade brasileira. Neste sentido, continuará atualizando o Volp com o propósito de fazer um registro o mais completo possível dos vocábulos de uso comum, além da terminologia técnica e científica, respeitando as Bases do Acordo Ortográfico de 1990.
(19/07/2021 – Academia Brasileira de Letras)