Língua Portuguesa

Indução, Dedução e Silogismo

A INDUÇÃO e a DEDUÇÃO são formas opostas de raciocínio.

INDUÇÃO: raciocínio em que, de fatos particulares, se chega a uma conclusão geral (vai de uma parte ao todo).

DEDUÇÃO: raciocínio que parte do geral para o particular (vai do todo a uma parte).

Imagine que, visitando um país estrangeiro, você conhece uma loja de “frifas” (sem saber o que isso significa), e percebe que ela vende bonecas. No dia seguinte, ao ver uma outra loja de “frifas”, você poderá INDUZIR que ela também vende bonecas.

Se você fizer uma pesquisa em TODAS as lojas de “frifas” existentes e descobrir que TODAS vendem bonecas, sempre que encontrar qualquer uma dessas lojas, você poderá DEDUZIR que ela também vende bonecas.

A INDUÇÃO é o raciocínio próprio dos investigadores (quando faltam pistas de um crime) e cientistas (quando faltam dados concretos sobre uma pesquisa).

A DEDUÇÃO é uma forma mais segura de raciocínio, porque é baseada em dados mais abrangentes e já aceitos.

SILOGISMO:

O SILOGISMO é uma espécie de fórmula que representa o raciocínio DEDUTIVO. Ele é formado por três enunciados:

1-Premissa maior (a que contém a totalidade que se conhece).

2-Premissa menor (a que menciona uma parte dessa totalidade).

3-Conclusão.

EXEMPLO:

1-Todo homem é mortal. (Premissa maior – TODO).

2-Sócrates é homem. (Premissa menor – PARTE).

3-Sócrates é mortal. (Conclusão – DEDUÇÃO).

( Texto publicado anteriormente em 5 de maio de 2011, às 12:42. )

Língua Portuguesa

Grafia de estrangeirismos

Na grafia de palavras estrangeiras devemos obedecer às regras de grafia e acentuação do idioma originário do vocábulo estrangeiro. No texto manuscrito devemos colocá-lo entre aspas e marcá-lo com destaque nos textos impressos. Exemplos: habeas corpus (latim), design (inglês), gauche (francês) e layout (inglês).

No caso dos estrangeirismos já aportuguesados, a grafia deve obedecer às regras da língua portuguesa. Exemplos: abajur (do francês: abat-jour), espaguete (do italiano: spaghetti) e biquíni (do inglês: bikini).

Observação: quando aportuguesamos uma palavra composta, todos os seus elementos devem receber adaptações. Desse modo, ou escrevemos New York ou Nova Iorque e nunca New Iorque ou Nova York.

Língua Portuguesa

A dupla/tripla negação na língua portuguesa

A língua portuguesa admite a dupla negação na mesma frase sem que isso confira a ela sentido positivo. Em inglês, no entanto, uma frase como “I  don’t  want  no  coffee” significa “I want coffee” (Eu quero café). A dupla negação em português não equivale a uma afirmação, antes, serve para dar ênfase à negativa.

Eu não quero nenhuma salada.
Eu não entendi nada.
Eu não conheço ninguém.
Eu não tenho nada a declarar.
Eu nunca disse nada.

A  língua portuguesa admite ainda a tripla negação dentro de uma mesma frase. Essa forma de expressão, entretanto, é comumente utilizada na linguagem oral.

Eu não quero nenhuma salada não.
Eu não entendi nada não.
Eu não conheço ninguém não.
Eu não tenho nada a declarar não.
Eu nunca disse nada não.

Língua Portuguesa

AFIM ou A FIM?

Quem tem afinidades são pessoas afins.

Ex.: As duas têm pensamentos afins.

A fim de significa: para, com o propósito de.

Ex.: Veio a fim de trabalhar.