Literatura Brasileira

Joaquim Manuel de Macedo

Joaquim Manuel de Macedo foi o primeiro autor de prosa romântica a alcançar popularidade. Seu estilo coloquial agradou ao novo público constituído de jovens senhoras e estudantes. Seu primeiro romance, A Moreninha, pertence ao gênero do romance urbano.

O escritor, formado em Medicina no Rio de Janeiro, ambientou A Moreninha na Corte carioca. Os quatro principais personagens masculinos são estudantes de Medicina que vivem em uma república. Filipe aposta que Augusto, um namorador, irá se apaixonar por uma das jovens presentes na ilha onde o grupo passa o fim de semana. Leopoldo e Fabrício são testemunhas da aposta. Augusto se apaixona por Carolina, conhecida como a Moreninha, e perde a aposta.

Os enredos de Macedo foram muitas vezes condenados por apresentarem excessiva frivolidade. Por outro lado, foi reconhecida a inovação do autor no uso de uma linguagem coloquial. Não se discute, no entanto, o fato de que a função de suas obras era entreter o público. Nelas, o mundo é visto por lentes cor de rosa, que disfarçam os conflitos humanos mais complexos e separam perfeitamente o mal do bem, que sempre triunfa.

Literatura Brasileira

José de Alencar e os tipos de romances

Os  romances urbanos  estão bem representados por José de Alencar, que descreveu a sociedade carioca. Ele abordou conflitos sobre posição social, dinheiro e amor. Destaca-se o romance Senhora, que trata do conflito entre o amor e o dinheiro. A protagonista, Aurélia, é um dos tipos mais marcantes da obra do escritor. Outros romances urbanos de Alencar são Lucíola, Cinco Minutos, A Pata da Gazela, A Viuvinha e Diva.

Outras vertentes exploradas pelo autor são os  romances históricos  e os  romances indianistas.  Um exemplo de romance histórico escrito por Alencar é A Guerra dos Mascates, sobre o confronto entre brasileiros e europeus em Pernambuco. Os romances indianistas são: Iracema, Ubirajara e O Guarani.

José de Alencar também criou  romances regionalistas.  O Gaúcho tem como cenário os pampas, enquanto O Sertanejo se passa em terras nordestinas. À maneira do que ocorre com seus romances indianistas, Alencar também idealiza os heróis nessas obras.

Literatura Portuguesa

O Primo Basílio – Eça de Queirós

O Primo Basílio: uma crítica à burguesia portuguesa

Publicada em 1878, a obra O Primo Basílio tem como subtítulo Episódio da vida doméstica. Nela, Eça de Queirós volta o seu olhar crítico para o casamento como instituição representativa da hipocrisia burguesa. Bastante influenciado por Madame Bovary, de Gustave Flaubert, Eça tem em Emma Bovary o modelo para a construção de Luísa, personagem frágil e sonhadora.

No romance, acompanhamos a história de Luísa, jovem educada segundo os princípios românticos, que, estando casada com o engenheiro Jorge, deixa-se seduzir pelo primo, Basílio de Brito, que volta a Portugal durante uma viagem de Jorge. Chantageada pela criada Juliana, que intercepta cartas trocadas pelos amantes, Luísa vê seus sonhos de viver um romance desmoronarem. No final, a protagonista morre após uma longa enfermidade causada pelo sentimento de culpa por ter traído o marido.

Nessa obra, Eça de Queirós, que já criticara a província em O Crime do Padre Amaro, dirige sua crítica à burguesia lisboeta, com seus tipos característicos, seu pseudomoralismo, sua frustração familiar e o inevitável adultério.

O próprio autor afirma, em carta a Teófilo Braga, outro escritor do Realismo português: “A minha ambição seria pintar a sociedade portuguesa […] e mostrar-lhes, como num espelho, que triste país eles formam […]”

Literatura Brasileira

Centro do Rio ainda preserva moradias que inspiraram romance O Cortiço

Após 128 anos da publicação do livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo, o Rio conserva moradias que inspiraram um dos mais famosos romances brasileiros.

Leia a matéria no Jornal O Dia.

'Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas' (Trecho de 'O Cortiço') Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
“Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.” (Trecho de O Cortiço)
Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia