Língua Portuguesa

O que é coesão?

A coesão é o conjunto de recursos linguísticos que empregamos em um texto para articulá-lo, interligando seus termos, orações, períodos e parágrafos. Os principais tipos de coesão são:

1) Referencial: estabelecida por palavras ou expressões que não são interpretadas semanticamente por seu sentido próprio, mas que têm a função de vincular partes do texto. Pode se dar pela substituição (de um substantivo, verbo ou mesmo trechos do texto por sinônimos ou expressões equivalentes), pelo uso de expressões nominais, pelo uso de pronomes e pela elipse (omissão de um termo ou expressão).

2) Sequencial: estabelece encadeamento entre os elementos do texto, fazendo-o progredir. Entre seus recursos, podemos destacar as palavras de transição, comumente usadas para estabelecer relação de: introdução (inicialmente, primeiramente, desde já, antes de tudo), continuação (além disso, do mesmo modo, bem como, ainda por cima), conclusão (enfim, dessa forma, portanto, afinal), tempo (logo que, logo após, posteriormente, atualmente, enquanto isso), conformidade (segundo, igualmente, assim também, de acordo com), causa e consequência (daí, por isso, de fato, em virtude de, assim), exemplificação e esclarecimento (por exemplo, então, isto é, em outras palavras, ou seja, quer dizer).

3) Recorrencial: estabelecida pela repetição de palavras ou de estruturas frasais semelhantes.

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Coerência e Coesão

A coerência resulta da configuração que assumem os conceitos e relações subjacentes à superfície textual. É considerada o fator fundamental da textualidade, porque é responsável pelo sentido do texto. Envolve não só aspectos lógicos e semânticos, mas também cognitivos, na medida em que depende do partilhar de conhecimentos entre os interlocutores.

A coesão é a manifestação linguística da coerência; advém da maneira como os conceitos e relações subjacentes são expressos na superfície textual. Responsável pela unidade formal do texto, constrói-se através de mecanismos gramaticais e lexicais.

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Indução, Dedução e Silogismo

A INDUÇÃO e a DEDUÇÃO são formas opostas de raciocínio.

INDUÇÃO: raciocínio em que, de fatos particulares, se chega a uma conclusão geral (vai de uma parte ao todo).

DEDUÇÃO: raciocínio que parte do geral para o particular (vai do todo a uma parte).

Imagine que, visitando um país estrangeiro, você conhece uma loja de “frifas” (sem saber o que isso significa), e percebe que ela vende bonecas. No dia seguinte, ao ver uma outra loja de “frifas”, você poderá INDUZIR que ela também vende bonecas.

Se você fizer uma pesquisa em TODAS as lojas de “frifas” existentes e descobrir que TODAS vendem bonecas, sempre que encontrar qualquer uma dessas lojas, você poderá DEDUZIR que ela também vende bonecas.

A INDUÇÃO é o raciocínio próprio dos investigadores (quando faltam pistas de um crime) e cientistas (quando faltam dados concretos sobre uma pesquisa).

A DEDUÇÃO é uma forma mais segura de raciocínio, porque é baseada em dados mais abrangentes e já aceitos.

SILOGISMO:

O SILOGISMO é uma espécie de fórmula que representa o raciocínio DEDUTIVO. Ele é formado por três enunciados:

1-Premissa maior (a que contém a totalidade que se conhece).

2-Premissa menor (a que menciona uma parte dessa totalidade).

3-Conclusão.

EXEMPLO:

1-Todo homem é mortal. (Premissa maior – TODO).

2-Sócrates é homem. (Premissa menor – PARTE).

3-Sócrates é mortal. (Conclusão – DEDUÇÃO).

( Texto publicado anteriormente em 5 de maio de 2011, às 12:42. )