Literatura Brasileira

José de Alencar e os tipos de romances

Os  romances urbanos  estão bem representados por José de Alencar, que descreveu a sociedade carioca. Ele abordou conflitos sobre posição social, dinheiro e amor. Destaca-se o romance Senhora, que trata do conflito entre o amor e o dinheiro. A protagonista, Aurélia, é um dos tipos mais marcantes da obra do escritor. Outros romances urbanos de Alencar são Lucíola, Cinco Minutos, A Pata da Gazela, A Viuvinha e Diva.

Outras vertentes exploradas pelo autor são os  romances históricos  e os  romances indianistas.  Um exemplo de romance histórico escrito por Alencar é A Guerra dos Mascates, sobre o confronto entre brasileiros e europeus em Pernambuco. Os romances indianistas são: Iracema, Ubirajara e O Guarani.

José de Alencar também criou  romances regionalistas.  O Gaúcho tem como cenário os pampas, enquanto O Sertanejo se passa em terras nordestinas. À maneira do que ocorre com seus romances indianistas, Alencar também idealiza os heróis nessas obras.

Língua Portuguesa

O que significa a expressão sine qua non?

É uma expressão latina que indica uma cláusula ou condição sem a qual não se fará certa coisa. O plural é “sine quibus non”.

 Exemplos:

Condição sine qua non

Condições sine quibus non

Língua Portuguesa

O que significa a expressão sine die?

É uma expressão latina que significa “sem se fixar a data”. O plural é invariável.

 Exemplos:

O julgamento foi adiado sine die.

Os julgamentos foram adiados sine die.

Literatura Portuguesa

Fanatismo – Florbela Espanca

Florbela Espanca (1894 – 1930), batizada com o nome de Flor Bela de Alma da Conceição, foi uma poetisa portuguesa. A sua vida de trinta e seis anos foi cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade.

Florbela não se ligou claramente a um movimento literário. Alheia ao Modernismo, seguiu a linha do poeta Antônio Nobre. A técnica do soneto, que a celebrizou, teve influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões. Florbela Espanca foi uma mulher à frente de seu tempo e uma grande figura feminina das primeiras décadas da Literatura Portuguesa do século XX.

 

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida

Meus olhos andam cegos de te ver!

Não és sequer razão de meu viver,

Pois que tu és já toda a minha vida!

 

Não vejo nada assim enlouquecida…

Passo no mundo, meu Amor, a ler

No misterioso livro do teu ser

A mesma história tantas vezes lida!

 

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”

Quando me dizem isto, toda a graça

Duma boca divina fala em mim!

 

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:

“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,

Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

(Florbela Espanca)