Língua Portuguesa

O que é coesão?

A coesão é o conjunto de recursos linguísticos que empregamos em um texto para articulá-lo, interligando seus termos, orações, períodos e parágrafos. Os principais tipos de coesão são:

1) Referencial: estabelecida por palavras ou expressões que não são interpretadas semanticamente por seu sentido próprio, mas que têm a função de vincular partes do texto. Pode se dar pela substituição (de um substantivo, verbo ou mesmo trechos do texto por sinônimos ou expressões equivalentes), pelo uso de expressões nominais, pelo uso de pronomes e pela elipse (omissão de um termo ou expressão).

2) Sequencial: estabelece encadeamento entre os elementos do texto, fazendo-o progredir. Entre seus recursos, podemos destacar as palavras de transição, comumente usadas para estabelecer relação de: introdução (inicialmente, primeiramente, desde já, antes de tudo), continuação (além disso, do mesmo modo, bem como, ainda por cima), conclusão (enfim, dessa forma, portanto, afinal), tempo (logo que, logo após, posteriormente, atualmente, enquanto isso), conformidade (segundo, igualmente, assim também, de acordo com), causa e consequência (daí, por isso, de fato, em virtude de, assim), exemplificação e esclarecimento (por exemplo, então, isto é, em outras palavras, ou seja, quer dizer).

3) Recorrencial: estabelecida pela repetição de palavras ou de estruturas frasais semelhantes.

Língua Portuguesa

TAMPOUCO ou TÃO POUCO?

Tampouco significa “nem“.

Ex.: Não trabalha tampouco estuda. (Não trabalha nem estuda.)

Não devemos nunca usar a expressão “nem tampouco“, pois ela é redundante.

 

Tão pouco significa “muito pouco“.

Ex.: Nada resolveu em tão pouco tempo.

Língua Portuguesa

AO ENCONTRO DE ou DE ENCONTRO A?

Ao encontro de  – significa a favor.

Ex.: Qualidade é ir ao encontro das expectativas do cliente.

De encontro a  – significa contra.

Ex.: O carro foi violentamente de encontro ao poste.

Língua Portuguesa

Variações Linguísticas

Variação Histórica

Acontece ao longo de um determinado período de tempo. O processo de mudança é gradual: uma variante inicialmente utilizada por um grupo restrito de falantes passa a ser adotada por indivíduos de um grupo socioeconomicamente mais expressivo. A forma antiga permanece ainda entre as gerações mais velhas, período em que as duas variantes convivem. Porém, com o tempo, a nova variante torna-se normal na fala e, finalmente, consagra-se pelo uso na modalidade escrita. As mudanças podem ser de grafia e de significado.

Variação Geográfica

Trata das diferentes formas de pronúncia, vocabulário e estrutura sintática entre regiões. Dentro de uma comunidade mais ampla, formam-se comunidades linguísticas menores em torno de centros polarizadores de cultura, política e economia, que acabam por definir os padrões linguísticos utilizados na região de sua influência.

Variação Social

Agrupa alguns fatores de diversidade: o nível socioeconômico, determinado pelo meio social onde vive um indivíduo; o grau de educação; a idade e o sexo. A variação social não compromete a compreensão entre indivíduos, como poderia acontecer na variação regional; o uso de certas variantes pode indicar qual o nível socioeconômico de uma pessoa, e há a possibilidade de alguém oriundo de um grupo menos favorecido atingir o padrão de maior prestígio.

Variação Estilística

Considera um mesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de comunicação: se está em um ambiente familiar ou profissional, o grau de intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são os receptores. Sem levar em conta as graduações intermediárias, é possível identificar dois limites de estilo: o informal, quando há um mínimo de reflexão do indivíduo sobre as normas linguísticas, utilizado nas conversações do cotidiano; e o formal, em que o grau de reflexão é máximo, utilizado em conversações que não são do dia a dia e cujo conteúdo é mais elaborado. Não se deve confundir o estilo formal e informal com língua escrita e falada, pois os dois estilos ocorrem em ambas as formas de comunicação.

Referência Bibliográfica:

CAMACHO, R. A variação linguística. In: Subsídios à proposta curricular de Língua Portuguesa para o 1º e 2º graus. Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, 1988, p. 29-41.